• Bora Lá Laborar! - © Susana Neves
  • Bora Lá Laborar! - © Susana Neves
  • Bora Lá Laborar! - © Susana Neves

Bora Lá Laborar!

Sinopse

Bora Lá Laborar! convoca-nos para uma animada reflexão sobre o lugar do trabalho. Afinal, para que é que trabalhamos? Para que serve o trabalho? Porque que é que, para a maioria das pessoas adultas, a vida se organiza à volta do trabalho? Estas interrogações podem interpelar qualquer pessoa, mas desassossegam-nos mais em certas fases da vida. Por isso, dedicamos este espetáculo a todas e a todos os que poderão estar a viver um desses momentos. Construtor da subjetividade e organizador da sociedade, o trabalho ocupa um lugar central no mundo humano. Este nosso labor é feito de ideias, de danças, de músicas, de palavras, de canções, de corpos, de máquinas e de tantas outras coisas. Bora Lá Laborar?

É uma expressão que não se usa, pelo menos não conhecemos ninguém que a use.

Descobrimo-la, ou inventámo-la atraídos pela sua sonoridade circular e sobressaltada, como o funcionamento de algumas máquinas. Bora Lá Laborar! quer dizer: "vamos ao trabalho!" ou, em inglês, "let's work", "au boulot! /au travail!" em francês... supomos que em quase todas as línguas modernas deve existir uma coisa assim - o trabalho é uma condição universal do humano, mesmo para aqueles que não trabalham. Aqui, laborar significa também pensar colectivamente, em voz alta e com o corpo.

Para que é que trabalhamos? Bora Lá Laborar! é pois um projecto em que se procura uma reflexão na forma de teatro sobre o lugar do trabalho nas nossas vidas enquanto sociedades e indivíduos.

Para que é que trabalhamos?

Para ganhar a vida?

Para ganhar dinheiro?

Para que serve o trabalho que milhares de milhões de humanos no mundo inteiro a todo o instante realizam?

Será que poderia ser de outra forma?

Porque é que a tanta gente custa sair da cama para ir trabalhar - será que são preguiçosos, ou haverá mesmo algum problema?

Será que a preguiça é um problema?

Será mesmo que o trabalho dá saúde ou liberta?

Haverá trabalho para todos num sistema produtivo cada vez mais automatizado?

E se não houver, o que acontecerá com todos que veem suprimido o seu direito ao trabalho?

Mas o trabalho é um direito ou um dever?

E os velhos, não deviam também trabalhar?

E já agora, as crianças - a escola é trabalho?

Então e os trabalhos de casa?

E as mulheres, porque é que tantas vezes ganham menos pelo mesmo trabalho?

Pois, e o trabalho de parto? Sim, mas o que é que nasce do trabalho?

Ufa, que grande trabalheira! E ainda agora começámos...


  • Agradecimentos
  • Ana Lúcia Figueiredo

Apresentações