D2 - © Susana Neves

DESMONTAGEM 2

Sinopse

No exterior, ao pôr-do-sol, um grupo de homens e mulheres de dois metros e meio passeiam à beira rio. Envergam armaduras negras e baças , os seus corpos possuem luz própria que se afirma de forma ainda pouco convicta. O público segue-os (...)

No exterior, ao pôr-do-sol, um grupo de homens e mulheres de dois metros e meio passeiam à beira rio. Envergam armaduras negras e baças , os seus corpos possuem luz própria que se afirma de forma ainda pouco convicta. O público segue-os. São, talvez, titãs derrotados, regressando de uma batalha que não podiam vencer. No interior, é grande a azáfama. Os espetadores espalham-se de forma desordenada pelo espaço. Homens e mulheres percorrem uma passadeira, a grande velocidade. Das paredes e do teto surgem outros que, no mesmo ritmo se deslocam produzindo o efeito de uma fábrica de nada fazer. Os seus corpos transformados(,) labutam com braços metálicos. A ocupação do espaço torna-se mais sólida. O tempo dilata-se e corrompe o plano. Escuro. Luz. Outros habitam agora o espaço, são mais pequenos e delicados; deslizam flutuando sem pressa. Homens e mulheres dançam em pares. Invadem gradualmente o perímetro, a sua presença não é ameaçadora, tão pouco reconfortante. Ocupam posições cimeiras, emigram para a parte superior da estrutura...