estufa - © Susana Neves

Estufa Fria

Sinopse

Estufa Fria fala-nos sobre “viver no campo” (*). Neste espetáculo cruzam-se universos, imaginários de origem diversa. As realidades urbana e rural confrontam-se neste texto que é também, segundo a autora: ”uma visão muito distanciada do desalento”. (*) - Viver o campo, viver do campo, vir ver o campo

Estufa Fria fala-nos sobre "viver no campo" (*).


Neste espetáculo cruzam-se universos, imaginários de origem diversa. As realidades urbana e rural confrontam-se neste texto que é também, segundo a autora:" uma visão muito distanciada do desalento".


Este espetáculo é também o sítio para evocar a manualidade no trabalho, os ciclos que se repetem, o ruído na repetição, as colheitas expectáveis, as inesperadas e as inevitáveis. Os dados e as sementes foram lançados.


Os lugares das coisas e das pessoas surgem numa relação menos convencional, o espaço de cena inclui a plateia, a régie e o(s) palco(s) - em Estufa Fria, público e os atores estão juntos como numa reunião, numa assembleia. Nesta partilha do espaço da ação e da ficção com o público, ensaia-se (de) uma forma de comunicação: procuram-se ligações entre o que se ouve e o que se vê, canais que se percorrem separadamente embora sejam, na verdade, indissociáveis.


(*) - Viver o campo, viver do campo, vir ver o campo


"O meu coração é uma pista. Uma pista de carrinhos de choque. Ele é mais uma corrida, mais uma viagem. Mais uma corrida, mais uma vertigem. Dá-se bem com solavancos. Dá-se bem com travagens e acelerações. Precisa de andar aos encontrões. O meu coração, colado ao chão, está lançado numa corrida desenfreada. O meu coração corre em busca de outros corações. E ele é PIM PAM PUM ZÁS CATRAPÁS e PUMBA e PIMBA. Sempre colado ao chão. O meu coração não voa. Ele rasteja. Mas rasteja depressa."

(excerto do texto do espetáculo)

  • Estagiária de produção
  • Carolina Sousa